F A L  A S T R Ã O

Investido no cargo há dois anos, como se confundisse a função-prefeito com dirigente-de-futebol, prometera “abrir a ‘caixa-preta BHTRANS, o que não o fez, ou seja, infiel à própria promessa, além de ele (A. Kalil) promove — segundo vereadores interessados no procedimento investigativo —  desintegração da formação da pretendida ‘Comissão Parlamentar de Inquérito’ — Câmara Municipal –, sob argumento de confiar no resultado da contratada auditoria, diga-se, noticiada, hoje, no jornal Estado de Minas o desfecho: 

O preço da tarifa de ônibus em Belo Horizonte deveria ser R$ 6,35. O valor anunciado nesta sexta-feira (21) foi calculado após a abertura da caixa-preta da BHTrans. O prefeito Alexandre Kalil (PHS) se disse assustado com o resultado e afirmou que o preço é inviável, no entanto, não descarta a possibilidade de um reajuste na tarifa no próximo ano“.

Povo, ao que parece tal qual mulher de malandro, tanto apanha quanto aprecia seu algoz.

João S. Souza

 

MINAS GERAIS

Pródiga em fomentar, “silenciosamente”, absurdos, são incontáveis fatos. A proclamação de CONFINS padrão (físico e logístico) aeroporto internacional, a “operar” com única pista de pouso e decolagem’, basta-lhe o defeito numa aeronave à interrupção da principal atividade,  neste dia (20/12/18), por faltas de equipamentos e peças à reparação e à retirada do avião do local onde pousou, forçadamente, avariado.
Essa “concessionária” BH Air Port, beneficiária de monipólio (exclusividade de exploração) propaga (anuncia) no rádio e tv  excelente eficiência que, comprovadamente, não possui, tão-somente objetiva impedimento do pretendido retorno de operações no Aeroporto da Pampulha com situação mais próxima da localização da grande parte de passageiros e/ou usuários do transporte aéreo.
João S. Souza

DESFAVOR POPULAR

“Famosos” — incluidas auto-anunciadas celebridades — aceitos pelo contigente constituído de “anônimos” como seres de apurados conhecimentos e discernimento. 

Exemplos cristalinos traduzem a contraditória realidade, que, quase sempre, figuras glamorosas e descompromissadas quanto ao dever de cuidarem (enquadrarem) não apenas suas pronúncias, haja vista rosário de afronta à compreensão da inteligência, que, sem temor, à luz do dia, lançam, com galhardia, impropérios à massa indigente.

Descarrilamento desse “trem”, tripulado por surdez e cegueira, ao que parece, irreversível, ainda que apontados, insistentemente, descaminhos passíveis de reparações acaso removida renitência à melhoria, mesmo porque autocrítica distancia e cada vez mais acelerada dos membros do processo de decomposição nacional, a considerar:
“a irmã (do ditador da Coreia Norte) vai estar chegado…” (M. Yung — CBN, 8/02/18 — 9:12h); “acabou, acabaram, acaba…” (P. Paxeco numa única frase — CBN – 23/4/18, 07:29h); “quem tem cachorro acaba vivendo mais” (M. Atala — CBN, 20/7/18 — 8:18h); “vai bunda pra cima, vai bunda pra baixo” (abundância musical — Faustão, 22/07/18– 19:36h); “… Competição acaba de começar” (Band FM — 08/08/18 — 08:34h); “… a sua empresa irá… você não irá …” (Max Gehringer — CBN, 30/10/18 — 6:34h); “tirar fora do genoma” (Band FM — 12/12/18 — 10:28hh); “ele (fã de A. Rickman) acabou sendo morto” (Poliana — Balaço Geral 13/12/18 — TV Record); “vai vir, vai chegar — rateio lei Kandir” (a repórter CBN — 18/12/18 — 10:17h); “… a família no Japão, ela acabou se extinguindo” (Globo Esporte — atleta descendente nipônica — 16/12/18); “é a primeira vez que a gente, a gente digo eu…” (M. Tas — CBN, 17/12/18, 9:06h — referência ao voo espacial comercial); “… vinte e nove ministros vão estar aqui em Brasília…” (Band News FM — R. Orengo — 19/12/2018, 8:55h); “vai acontecer ao longo do tempo, ao longo da semana” e “nós vamos conversando ao longo do jornal da CBN” (M. Yung 24/12/18 – 07:15/7:24hCBN); “sendo que não tá sendo pra gente de Juiz de Fora…”(repórter Naiara ”MG 1″ – 25/12/18); “… jovem que acabou sobrevivendo … “, “Ele (sobrevivente) acabou sendo atendido… essa tragédia acabou fazendo 5 vítimas” (a repórter  —  “MG 1” – 25/12 e 26/12/18, respectivamente — ‘MG 1’ – notícia mortes cachoeira MG); “você acaba perdendo a vida” (N. Couto, sobre passeio sem guia — Band News —  26/12/18 – 10:00h); “… acabou de roubar, ela (vítima) conta que acabou…”, “Vai fazer aborto e acaba morrendo” (a repórter e o aprestador M. Tramonte, respectivamente —  ‘Balanço Geral’ TV Record – 26/12/18).
 — João S. Souza —

G O V E R N O S

Pureza não se encontra nesses elementos, independente de vínculo partidário ou “viés” ideológico, e eu não arriscaria elogiar figuras da governança, muito menos por antecipação, ou seja, creditar-lhes bônus antes da hora, embora, compreensível, mas, não aceitável, a vigente alienação às diversas “vertentes”, seja qual das tantas (partidarismo, alcoolismo, jogatina, tabagismo, religiosidade ou religiosismo etc.) à dominação humana e contrariamente à racionalidade, esta, por sua vez, fomenta, imperativamente, produção comportamental responsável individual. Nesse território nacional nominado Brasil, ao que parece, sem sucesso implemento à melhoria. Há contigente — desprovido de alma, exceto penada —, aos milhões, indivíduos que sequer enxergam os próprios umbigos, muito menos possuem registros de ocorrências recentes, nem mesmo oriundas da esquina onde se situam, isto, compreensível nesse ambiente (meio) sonorizado à moda contemporânea do culto à asneira, especialmente estilo “música-universitária”, além do conformismo perante ofensas a direitos fundamentais (naturais) ditados por senso-moral-comum.
 João S. Souza