“DOIS MAIS DOIS SÃO CINCO”

MORALIDADE depende, particularmente, de cada BRASILEIRO?
Depende quem seja, eventualmente, agente sujeito a enquadramento: pobre, ou rico; branco, ou negro; instruído, ou canhestro; cargo/profissão; localização residencial; e observada, certamente, vinculação partidária — esta, descompromissada perante ideologia –, portanto, para o PoVo TuPiNiQuIm, quanto à moral, à ética, à democracia e à justiça são comparadas às peças-acessórias à composição de paramentos, porque concebidas a bel-prazer e atreladas à conformidade de interesses individuais atentos, momentaneamente, às próprias razões quase sempre cunhadas de desejos inconfessáveis, e pau que dá em Xico é desviado de Francisco!
João S. Souza

VAIVÉM, VÃO E VÊM, NÃO EM VÃO CAMINHÕES DOS LADRÕES

Há anos, meses, semanas, dias e horas quase nada se fala sem a ingerência de algo ligado à “Lava-Jato” e, consequentemente, às outras operações do gênero apuratório face às incontáveis suspeitas de crimes exclusivamente contra o erário (dinheiro) público brasileiro, em todas esferas dominadas, objetivamente, pelo Estado (municipal, estadual e federal) na sua atuação direta (órgãos oficiais) e, também, indireta operada nas diversas maneiras (empresas públicas, economia mista e as parcerias públicas-privadas) de esvaziamento dos cofres estatais, que, à luz das evidências com clareza tropical, exibidas, ininterruptamente, ao conhecimento de quem não usa, convenientemente ou não, venda a cobrir, inteiramente, sua visão.
Destrinchar o sistema criminoso atuante por vários séculos no Brasil necessitar-se-á muito mais tempo e ações efetivas do que despendido nessas buscas, que, se não possibilitam reparações dos gravíssimos e generalizados danos causados à populacão — principalmente à parte mais vulnerável dos habitantes –, ao menos resultar-se-ão parcial, mas, importantes estancamentos de desvirtuamentos em todos sentidos, especialmente, claro, em relação aos sangramentos, inclusive literal, provocados por tantas e descaradas roubalheiras.
João S. Souza

AGRURA INACABADA

O julgamento no STF na noite dessa quarta-feira, 4 de abril de 2018, confirmara, pasmem, jurisprudência gerada por decisorium colegiado da própria suprema corte — autorização de execução penal imediatamente após esgotamento de possibilidades recursais no âmbito de tribunais de segunda instância — que, perante público leigo, cria falso entendimento de definição a respeito do tema ora em questão, o que não reflete realidade, porque há, claramente, intenções da maioria  dos componentes do STF quanto a “inovar” (modificação) da regra interpretativa das garantias individuais em relação a outro mandamento  constitucional assentadas, a qual vigora desde a histórica secção de 05/10/2016, contudo, necessário esclarecimento quanto a eventuais vieses visíveis à frente nesse caminho, além da tortuosidade na formalidade de tramitações processuais brasileiras, especialmente quanto ao direito penal, a começar pelo império do princípio da aplicação retroativa de leis ou jurisprudencias (ordens) tão-somente as favoráveis a réus (condenados ou sob julgamento), ou seja, não afeta, desforavelmente, réus.

Assim, não apenas no caso Lula, em discussão, acontecerão novidades, algumas previsíveis como o rodízio na direção do Supremo Tribunal Federal, que significará novo presidente em setembro do corrente ano e, via de consequência, assumirá o ministro Dias Toffoli, portanto, a partir dessa posse, pautará — colocará em votação –, certamente, julgamento-plenário o assunto, com fito de repercussão geral — obediência nacional —  jurisdicional no território brasileiro sobre encarceramento de quem estiver na cadeia ou com risco da tal tutela estatal de privação da liberdade.

Quem viver verá!
João S. Souza (advogado, jornalista, escritor, compositor)

 

 

 

DIAGNÓSTICO NACIONAL

Abismo entre o brasileiro e o seu dever de escrever com mínima regularidade formal (gramatical), ou seja, nossa ignorância contumaz:

“Vi no Facebook uma mulher dizendo que casaria com o primeiro homem que soubesse usar crase, mas não são só os homens que não sabem usar. As mulheres também!”, alerta a linguista Camila Rocha Irmer, uma das encarregadas de avaliar os erros de português no Babbel, um dos maiores aplicativos de ensino de idiomas no mundo.

Ela se refere a um dos erros mais comuns entre falantes de português brasileiro – quando usar a crase? -, juntamente com as dúvidas sobre os “por ques” e outras.

“É algo difícil de explicar. Acho que esses erros acontecem porque há um abismo entre o que escrevemos e o que falamos”, diz à BBC Brasil.

“Quem não lida com a escrita diariamente não se lembra das regras. E, mesmo que as pessoas estejam dando mais opiniões nas redes sociais, é uma escrita rápida. Você não tem muito tempo para pensar sobre como escrever.”

Há os “erros de sempre”, mas Irmer afirma que existem também as questões que aumentam ou diminuem a cada ano. Em 2017, por exemplo, a dúvida sobre quando usar “há” e “a” apareceu mais vezes no aplicativo do que no ano anterior.

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“Agora, estamos alcançando um público de menor escolaridade que não quer só aprender idiomas estrangeiros, mas tem problemas com português mesmo. E recebemos muitos recados, pelo aplicativo, de pessoas que estão aprendendo português ao estudar outra língua.”

A pedido da BBC Brasil, a equipe de linguistas e educadores do Babbel fez um levantamento dos erros mais recorrentes entre os falantes de língua portuguesa no ano de 2017. Veja a lista:

1. “Entre eu e você”

O correto, segundo os especialistas, é usar “entre mim e você” ou “entre mim e ti”. Depois de preposição, deve-se usar “mim” ou “ti”.

Por exemplo: Entre mim e você não há segredos.

2. “Mal” ou “mau”

“Mal” é o oposto de “bem”, enquanto que “mau” é o contrário de “bom”. Na dúvida sobre qual usar? Os especialistas recomendam substituir o advérbio pelo seu oposto na frase e ver qual faz mais sentido.

Por exemplo: Ela acordou de bom humor; Ela acordou de mau humor.

3. “Há ou “a”

“Há”, do verbo haver, indica passado e pode ser substituído por “faz”.

Por exemplo: Nos conhecemos há dez anos; Nos conhecemos faz dez anos.

Mas o “a” faz referência à distância ou a um momento no futuro.

Por exemplo: O hospital mais próximo fica a 15 quilômetros; As eleições presidenciais acontecerão daqui a alguns meses.

4. “Há muitos anos”, “muitos anos atrás” ou “há muitos anos atrás”

Usar “Há” e “atrás” na mesma frase é uma redundância, já que ambas indicam passado. O correto é usar um ou outro.

Por exemplo: A erosão da encosta começou há muito tempo; O romance começou muito tempo atrás.

Sim, isso quer dizer que a música Eu nasci há dez mil anos atrás , de Raul Seixas, está incorreta.”