Monthly Archives: Janeiro 2017

IMPROBIDADE EFICIENTE

Há mais de meio-século, desde antes da construção da capital federal, existem atuações delituosas focadas no aproveitamento de cofres públicos com intuito escuso de enriquecimento sem causa, e porque aproveitam da vulnerabilidade moral (improbidade) administrativa estatal, o que a “Operação Lavajato” descortina, expõe rol de empresas operadoras do esquema de saquearem o patrimônio formado, sacrificadamente, por toda população do Brasil.
A vasta lista encabeça por Odebrecht, acompanhada por Andrade Gutierrez, Mendes Júnior, Camargo Corrêa, Serveng, Engevix, UTC, que, exacerbadas, proposital e gananciosamente, formaram fortunas, as quais, mais ou menos, meia-dúzia de empreiteiras, somados seus faturamentos, representam 15% do PIB (produto interno bruto — toda circulação/movimentação econômica) nacional, e, frise-se, essa dinheirama extraída da arrecadação de tributos (impostos, taxas e contribuições) municipais, estaduais e federais, portanto, de todos nós mantenedores do Estado, porque submersos nesses lamaçais malcheirosos e formados à base da corrupção, praticamente institucionalizada nacionalmente.
Após as anunciadas delações (acordos de confissões criminais), surgem campanhas-midiáticas (rádio e tv) pagas e sob inspiração das duas primeiras citadas acima, com aparente conteúdo “moralizador”, não existiriam acaso as patrocinadoras-promocionais pautassem suas atitudes na normalidade.
Pessoas afortunadas, espertas, empreendedoras-matreiras e mancomunados com malditos gestores-oficiais,todos impiedosos, não limitaram suas atitudes na exclusão de conluios favoráveis a si, portanto, distantes do interesse social ou público.
A punição merecida às empresas mencionadas, por seus gravíssimos descaminhos, seria impedimento definitivo de contratações com governo, além de impingí-las ressarcimento financeiro correspondente ao dinheiro pilhado do erário, contudo, as pregações de boas-maneiras-futuras, sem mínima garantia de cumprimento das propagadas promessas.
Assim, a população, em geral, a mercê do futuro, este, adiante de tudo e incerto.
João S. Souza

FRENTE A ESPELHO

Vencer não significa suplantar outrem, pois, vitorioso é quem supera a si no combate aos próprios vícios e na contenção ou controle de suas paixões. Vitórias interiores são, infinitamente, mais difíceis, requerem suplementares coragem e disciplina a partir da incipiente decisão até à consistente atuação, assim, acaso não conclua propósitos nas primeiras investidas, tentas quantas vezes necessárias às formações de corpos reais das intenções, que resultarão, certamente, princípios das glorias almejadas.
João S. Souza

DEUS, SEGUNDO SPINOZA

Einstein, quando indagado sobre CRENÇA em Deus, disse: credito no Deus de Spinoza que se revela por si, na harmonia de tudo o que existe, e não no Divino que se interessa em premiar ou castigar os homens, porque o verdadeiro Criador, segundo SPINOZA, filósofo do século XVII, não se coaduna com o pregadores, assim: pára de rezar e bater no peito, eu quero que saias pelo mundo, gozes, cantes, divirtas e desfrutes responsavelmente, de tudo o que fiz para ti, e
não vás a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu ou outrem construíste por acreditar ser a minha casa, esta, pois, está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nas praias, onde eu vivo e expresso o meu amor por todos,
não me culpas por tua vida miserável, eu nunca te disse que eras pecador;
supostas escrituras sagradas, que nada têm a ver comigo, ajudar-te-á jamais;
podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar dos teus amigos, nos olhos dos teus filhinhos; não me encontrarás em nenhum livro;
Não me temas, eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem me incomodo, nem te castigo;
eu sou puro amor;
não me rogas perdão, nada há a perdoar;
eu fiz-te e enchi de sentimentos, como paixões, limitações, prazeres, necessidades, incoerências, livre-arbítrio, qual razão castigar-te por seres como és?
Crês que eu criaria um lugar para queimar a todos os meus filhos que não se comportam, sacrificados por eternidade?
Qual tipo de Deus faz isso?
Esqueça qualquer tipo de mandamento, isso são artimanhas a manipular-te, a controlar-te, e apenas geram culpa em ti por existir; respeitas o teu ‘próximo’ e não faças a outrem o que não queiras para ti;
a única coisa que te peço é que prestes atenção à vida; teu estado de alerta seja o guia a seguir;
és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um “inferno”, não
creias em mim, isto é apenas supor ou imaginar, não quero que apenas acreditas em mim, desejo que me sintas em ti quando beijas tua amada, ao agasalhar teus filhinhos, acariciar teu cachorro, tomas banho de
mar, cachoeira ou banheira;
Não me louvas!
Inexiste Deus ególatra! Acreditas que eu seja um desses egocêntricos?
Sentes grato?
Demonstras cuidado com tua saúde, tuas relações, com o mundo; expressas tua alegria, são as formas ou jeitos de me louvar;
Não complicas coisas, páras de repetir como faz papagaio, especialmente o que te ensinaram sobre mim, e não me procuras mundo a dentro, porque não me acharás!
Estou dentro de ti!
João S. Souza

FATO DISPENSA VERSÃO

Ditadura, seja instituída por civil ou militar, sob qualquer rótulo ou modelo (capitalismo, comunismo, socialismo), é regime opressor, quem não a experimentou sequer conhece as suas facetas — desrespeita e desconsidera opinião estranha às imposições regimentais, sequer ouve quem não segue, cegamente, a sua “doutrina” –, diga-se, impede notícia (publicidade) de fatos, instaura censura-prévia sobre tudo e todos, enquanto o seu comando propaga, à maneira da conveniência, feitos nem sempre procedentes, a desembocarem-se na criação mitológica, portanto, não adianta repetição (cópia) de discurso conhecido e inaceitável ante a quem vivenciou e, também, conhece, historicamente, o período brasileiro entre 1964 e 1985, sem, com isto, objetivo de amparar malfeitores de épocas seguintes àquela referida temporada nacional-tupiniquim.
Ademais, a jovem discursante (vídeo) não se identifica, não faz demonstração explícita, mediante dados, sobre o assunto exposto, tão-somente diz-se favorável à ditadura ou coisa que a equivale, lamentavelmente.
João S. Souza.